Benefícios do Uso do Sling Cientificamente Provados

Educar-se, enquanto mãe, é muito poderoso. Você sabe o que sente ao segurar seu bebê perto de seu coração. O êxtase e a calma que tomam conta quando você sente o cheirinho dele. Mas sabemos também que o dia a dia com um recém nascido é feito de altos e baixos, em que a mãe acaba se vendo presa em um loop eterno de mamadas, fraldas, arroto, ninar... e entre uma soneca e outra, acaba não dando tempo de fazer muita coisa.
Para aliviar esta sensação, muitas mães lançam mão do uso de ferramentas que possam ajudar e uma das que mais está caindo no gosto das mamães hoje é o Sling. Já conhece?


O ato de carregar o bebê por meio de dispositivo ergonômico (babywearing) tem sido alvo de estudos e que vem reafirmar o que já sabemos: Dar colo é excelente!
Separei neste texto alguns benefícios que você, seus amigos ou sua família podem não saber sobre os benefícios do uso dos slings e carregadores ergonômicos:

1. Melhora a proteção imunológica
Se a mãe está amamentando seu bebê, ela vai produzir anticorpos em resposta a todos os micróbios com os quais eles entram em contato e transferi-los para o bebê. (Lawn, 2010)2.
O toque é tão importante para o desenvolvimento saudável de uma criança que a falta de toque, ou a separação da mãe e do recém-nascido (mesmo com carrinhos de criança), realmente faz com que grandes quantidades de o tóxico hormônio do estresse, cortisol, seja liberado. Altos níveis de cortisol no sangue e separação da mãe podem afetar negativamente a função imunológica uma vez que o corpo pode parar de produzir leucócitos (células de combate à infecção).


2. Previne infecções de ouvido e alivia os sintomas do Refluxo gastroesofágico (Tasker, 2002) 13


3. Regula a temperatura corporal
O bebê pode manter melhor a sua própria temperatura, mesmo com o pai ou outro cuidador. Bebê pode realmente ter "sincronia térmica" com a mãe. Se o bebê fica muito frio a temperatura do corpo da mãe vai realmente aquecer um grau para ajudar a aquecer o bebê (Ludington-Hoe, 2006) 10. Se o bebê fica muito quente, a temperatura do corpo da mãe vai diminuir um grau para resfriar o bebê. A posição flexionada no peito da mãe é uma posição mais eficiente para a conservação de calor do que estabelece horizontal.

4. Melhora a lactação, a prevalência e a duração da amamentação (Furman, 2002) 9


5. Aumenta o ganho de peso/crescimento
Altos níveis de cortisol que resultam da separação mãe-bebê tem um impacto negativo sobre o hormonio de crescimento. Com a mãe presente para ajudar na regulação da respiração do bebê, freqüência cardíaca e temperatura, o bebê diminui as necessidades de energia e pode conservar sua energia e calorias e dirigi-las para o crescimento. (CHARPAK, 2005) 5


6. Suporta a regulação da excitação
Quando segurados na posição vertical sobre o peito de suas mães, bebês passam mais tempo em estado de alerta silencioso, o melhor estado para a observação e processamento.

7. Reduz apneia e padrões de respiração irregulares

Quando um bebê é carregado no peito de um dos pais geralmente há uma melhoria nos padrões de respiração. O bebê pode ouvir a respiração o que estimula que a respiração do bebê imite a de quem está carregando. (Ludington-Hoe, 1993) 7

8. Estabiliza frequência cardíaca
Bradicardia (frequência cardíaca baixa abaixo de 100) é acentuadamente reduzida e taquicardia (batimentos cardíacos de 180 ou mais) raramente ocorre. (McCain, 2005) 11 A frequência cardíaca é tão importante porque o cérebro de um bebê requer um fluxo constante e consistente de sangue para obter o oxigênio que necessita para crescer e executar corretamente.

9. Alivia reações de estresse
Bebês lidam com a dor melhor e choram menos em resposta à dor (para procedimentos tais como o teste do pezinho). (Kostandy, 2008) 1

10. Melhora o comportamento neurológico
Maior pontuação em testes de desenvolvimento mental e motor no primeiro ano de vida. (CHARPAK et al., 2005) 2

11. Aumenta a oxigenação do corpo do bebê. (Feldman, 2003) 8


12. Fornece longos períodos de sono reparador
Os bebês permanecem mais calma e passam de um estado de sono para outro (Ferber, 2004) 4 e também dormem mais em geral. (Messemer, 1997) 12

13. Imita o ambiente do útero

Bebê continua a receber toque, ritmo e pressão e os sons suaves e reconfortantes do batimento cardíaco, respiração e balanço rítmico da mãe. Bebê está em um local de armazenamento ideal durante o "exterogestação" - ou os segundos nove meses, após o seu nascimento.


14. Salva vidas
De acordo com os últimos estudos, a prática de mamãe canguru, ou a maneira especial de manter o recém-nascido prematuro, pele a pele, mostra uma redução de 51% na mortalidade neonatal quando os bebês (estável e menos de 2 kg) foram submetidos a essa técnica na primeira semana após a nascimento e amamentados por suas mães. (Lawn, 2010) 2



Referências
1 Kostandy et al., “Kangaroo Care (Skin Contact) Reduces Crying Response to Pain in Preterm Neonates: Pilot Results,” Pain Management Nursing 2008: 9:55-65
2 Lawn et al., “‘Kangaroo Mother Care’ to Prevent Neonatal Deaths Due to Preterm Birth Complications,” International Journal of Epidemiology” 2010: April.
3 Whiting, J.M.W., “Environmental Constraints on Infant Care Practices”. In Handbook of Cross-Cultural Human Development edited by R.H. Munroe, R.L. Munroe & B.B. Whiting, New York:Garland STPM Press, 2005.
4 Ferber et al., “The Effect of Skin-to-Skin Contact (Kangaroo Care) Shortly After Birth on the Neurobehavioral Responses of the Term Newborn: A Randomized, Controlled Trial. Pediatrics 113 2004:858-865.
5 Charpak, N., “Kangaroo Mother Care: 25 Years After,” Acta Paediatric 94 2005: 5, 514-522.
6 Powell, A. “Harvard Researchers Say Children Need Touching and Attention,” Harvard Gazette.
7 Ludington-Hoe, S. Kangaroo Care: The Best You Can Do to Help Your Preterm Infant. New York: Bantam Books, 1993.
8 Feldman et al. “Testing a Family Intervention Hypothesis: The Contribution of Mother-Infant Skin-to-Skin contact (kangaroo care) to Family Interaction, Proximity, and Touch,” 2003 March Journal of Family Psychology. Vol. 17, 94-107
9 Furman, L. “Correlates of Lactation of Very Low Birth Weight Infants,” 2002 Pediatrics Vol. 109 (4) 57
10 Ludington-Hoe, S. “Breast Infant Temperature with Twins during shared Kangaroo Care,” 2006 Journal of Obstetric , Gynecologic and Neonatal Nursing, 35 (2) 223-231
11 McCain, G et al. “Heart Rate Variability Responses of a Preterm Infant to Kangaroo Care,” 2005 Journal of Obstetrics, Gynecologic, and Neonatal Nursing,” 34 (6), 689-694.
12 Messmer P. et al., “Effect of Kangaroo Care on Sleep Time for Neonates,” 1997 Pediatr. Nurs. 23, no. 4 408-414.

13 Tasker, A., Dettmar, P. W., Panetti, M., Koufman, J. A., Birchall, J. P., and Pearson, J. P. (2002). Is gastric reflux a cause of Otitis media with effusion in children? The Laryngoscope, 112:1930–1934. 

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